domingo, 10 de junho de 2012

PA: Seminário de formação debate a greve das federais e a educação brasileira


Os professores estão em greve na maioria das instituições do país. Em várias universidades, os estudantes somaram-se a essa luta e também estão organizando greves estudantis para impor as suas pautas. Os técnicos administrativos também devem entrar em greve no dia 11 de junho. Este movimento nacional é em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. Para entender melhor os problemas que vivem a educação brasileira e os desafios do movimento social em defesa da educação, nós te chamamos para participar do seminário de formação política do coletivo de juventude Vamos à Luta.

Palestrantes: Olgaíses Maués (Dra em Educação – UFPA)

Sílvia Letícia (Mestre em Políticas Públicas Educacionais – UFPA)

LOCAL: SINTSEP (Tv Mauriti – 2239, entre Duque e Visconde)

Dia: 07 (Quinta-feira)

Hora: 15h



________________________________________
Fotos do seminário


Nota da Oposição de Esquerda da UNE - Greve nas Federais: Dilma a culpa é tua!


 

Nota de apoio do DCE UNAMA à greve das IFES

TODO APOIO A GREVE DOS PROFESSORES DAS FEDERAIS!
Unificar as lutas nas públicas e nas pagas emdefesa da educação!
O Diretório Central dos Estudantes da Universidade da Amazônia (DCE UNAMA) apóia a greve dos professores das universidades federais. Entendemos que essa luta é uma luta contra o avanço da precarização da educação em nossopaís. Logo, essa é uma luta de todos os trabalhadores e estudantes de universidades públicas e privadas. É preciso seguir o exemplo, das mobilizaçõesno Chile no ano passado, onde se questionou o modelo de ensino pago. É uma necessidade a unificação das lutas em curso no nosso país.

A greve é a resistência dos docentes em defesa do plano de carreira, pautassalariais, condições de trabalho e em defesa da qualidade das universidades.Reflete também a insatisfação contra o descumprimento do acordo assinado anopassado com a categoria. 

O DCE-UNAMA compreende como legítima enecessária a luta dos professores, que também lutam a mesma luta dos estudantese técnicos das universidades, pois visam nada mais que a valorização daEducação como um todo, atendendo os interesses de todos que dela necessitam como formação e profissão. Já são mais de 40 IFES que aderiram a esta fortíssimagreve que não pede nada mais que zelo com um direito tão essencial. O governoDilma diz não ter dinheiro pra educação, mas envia bilhões pra os esquemas decorrupção com o bicheiro Carlos Cachoeira e seus aliados no congresso e nacâmara.

Lembrando que, logo no início do ano, houve aforte mobilização contra o aumento das mensalidades na PUC-Minas - universidadeparticular que teve um reajuste de 9% nas mensalidades - também foi expressãoda necessária luta contra o avanço dos tubarões do ensino e o Governo que cadavez mais sucateia a Educação e permite que esta deixe de ser um direito para converter-se em Mercadoria. Episódios como o da PUC ocorrem nas Universidades Particulares de todo o Brasil, onde estão matriculados cerca de 80% dos universitários do país. Na UNAMA, por exemplo, o aumento foi acima dos 7% nas mensalidades, também um tremendo abuso que combatemos veementemente, rodeada deinúmeras taxas extra-mensalidades e falta de qualidade nos laboratórios,bibliotecas e falta de assistência estudantil. 

Vamos à Luta, educação não é mercadoria!
Hoje a Educação como um todo pede socorro, os professores da rede privada de ensino também sofrem ataquesconstantes como agora, em Belém, onde a patronal quer retirar o direito aorecesso e a irredutibilidade de carga horária dos professores da rede particular. Em vários estados, nas redes estaduais e municipais de ensino ostrabalhadores da educação também denunciam o caos nas escolas públicas e osbaixos salários. Portanto, está claro: a Educação passa por um momento importantíssimo em que devemos lutar! 

A mobilização exemplar que ostrabalhadores do ensino de todo o Brasil vem fazendo, precisa de todo apoio dosestudantes e da sociedade em geral! Em várias universidades os estudantesrealizam assembléias como na UFF, UFU e na UFOP e tem aprovado greveestudantil. A nós, estudantes temos a tarefa de construir um comando nacional de mobilizações egreves estudantis para fortalecer a luta dos professores e a luta por umauniversidade pública e de qualidade!

Todo apoio à greve, unidos somos mais fortes para derrotar os cortes de Dilma e os ataques dos tubarões do ensino!


Belém-PA, 23 de maio de 2012

Diretório Central dos Estudantes da Universidade da Amazônia

Estudantes da UFPA votam apoio à greve dos professores e calendário de mobilização


Os estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) realizaram uma assembléia na manhã de ontem, 29/05. A reunião contou com a presença de cerca de 250 estudantes e teve como ponto de pauta a greve dos professores, que ocorre desde o dia 17/05, e os problemas existentes na UFPA, como filas no RU e pouco investimento em assistência estudantil, bem como a necessidade de um calendário de mobilização dos estudantes.

Os encaminhamentos aprovados foram o apoio dos estudantes a greve dos professores, uma pauta de reivindicação que será entregue a reitoria da universidade e a construção de um calendário que será encaminhado pelo comando local de mobilização, criado para fortalecer e ampliar a pauta dos estudantes que encaminharam construir reuniões nos cursos para mobilizar os estudantes contra os problemas que existem hoje na UFPA.

Segundo Zaraia Guará, do Coletivo Vamos à Luta, a realização da assembléia é um passo importante para avançar na mobilização dos estudantes na universidade. “Desde o ano passado estamos realizando atos contra os problemas que só crescem dentro da UFPA e o que o reitor Maneschy tem feito é só prometer. Não bastassem as filas e a demora no RU, que atinge a todos os estudantes, agora até as salas de aula estão com suas estruturas comprometidas em vários cursos, como em economia, por exemplo, onde o ar condicionado de uma sala pegou fogo”.

Zaraia disse ainda que “os estudantes da UFPA já perderam a paciência. Devemos aproveitar esse momento em que nossos professores lutam por melhores condições de trabalho e contra os cortes de Dilma na educação e unificar nossas pautas em uma grande mobilização em defesa da educação e contra o sucateamento do ensino imposto pelo governo federal.  A marcha a Brasília, no próximo dia 05/06, é uma oportunidade que não devemos perder de unir nossas lutas e encaminhar um calendário de mobilização que derrote os ajustes do governo e melhore a realidade de nossas universidades”.

Nota da Unidos Pra Lutar e Vamos à Luta sobre as greves nas federais

Clique na Imagem para Ler

domingo, 8 de janeiro de 2012

Pare Belo Monte: 19 de abril, 17 de dezembro, todos os dias...

Hugo Fonseca- Estudante de Direito da UnB.

Com certeza, você se lembra daqueles “19 de abril” na escola. Sua professora te pintava, você cantava “Vamos brincar de índio”, dançava tentando ser realmente um indiozinho. Algumas reflexões eram feitas: Amazônia, natureza, colonização. Alguém timidamente se atrevia a lembrar às crianças da importância de lutarmos pela cultura indígena, mas a graça da coisa era que a aula acabava depois do recreio, já que a apresentação de alguma dança tomava o espaço dos últimos horários. Eu também passei por isso. Vi muita tinta guache em meu rosto nos “19 de abril” e, assim como me pintei, me lavei em todas as vezes: e é disso que emanam minhas palavras. 

Algumas pessoas devem estar se perguntando: qual o problema dessa pessoa? Com ares ora de nostalgia, ora de drama, mas sempre totalmente fora de contexto, afinal de contas o mês de Abril já passou faz tempo e está longe de chegar novamente. Talvez seja muita pretensão, mas digo que não estou tão desvairado assim – por mais que pareça. O dia do índio me preocupa! Assim como uma criança que chega em casa e lava seu rosto, nós lavamos o nosso em todos os outros dias do ano. Com os rostos lavados, lavamos também as mãos e fechamos os olhos. Há algo prestes a reduzir o resquício indígena no Brasil e não são 19 de abril: mas e daí? É hora de se pintar, novamente...  

 Pode ser que alguns tenham se informado pelo vídeo produzido pelos globais, ou por cada vídeo novo que insiste em nos surpreender nos e-mails ou atualizações de redes sociais, mas a história vem de mais tempo. Refiro-me (óbvio) à Construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O projeto compreende o desvio de um trecho do Rio Xingu, denominado “Volta Grande do Xingu” (situado nas mediações do município de Altamira), com vistas à construção da terceira maior UHE do mundo. Produzindo 11.ooo MW por mês a partir de 2020, muita energia, muitas pessoas e empregos estarão envolvidos e isso é bem fácil de imaginar. Resta saber se o envolvimento é positivo ou não, por isso vamos aos bastidores de uma história deveras distorcida, os quais darão sentido ao início do texto.

A preocupação que me norteia é o fato de que há um preço, muito caro, para toda a possível guinada na matriz energética brasileira. Ambientalistas apontam que vivem como ribeirinhos do Xingu uma média de seis tribos indígenas que seriam expulsas de seu território. Uma das barragens desviaria o curso do rio, deixando secos praticamente 100 km. Esta quilometragem compreende o lar de duas grandes comunidades indígenas, a qual tem no rio 80% de sua fonte protéica (peixes). Sem o rio, não há nenhuma forma de sobrevivência nem às diversas tribos, nem aos animais que têm o Xingu como hábitat. Uma espécie de peixe só encontrada nesta região, cuja captura é proibida pelo IBAMA, denominada de acari-zebra corre sérios riscos de extinção e da mesma forma a desova de tartarugas e tracajás é ameaçada. Neste contexto, vê-se que o ritmo frenético de algumas coisas inaugura um paradigma em que não importa o preço que alguém pague, pois tudo é insignificante frente à nossa capacidade de “evoluir”. 

O preço da obra pode chegar a 30 bilhões de reais. Algo muito caro quando estudos da Universidade de São Paulo mostram que o mesmo percentual em produção de energia pode ser alcançado com a modernização das usinas já existentes. Há uma propaganda sendo veiculada, a qual diz que do montante envolvido no plano orçamentário, 3,7 bilhões de reais seriam destinados para ações socioambientais.  Alguns vão saudar a iniciativa, mas particularmente acho no mínimo ridículo estipular um preço para as perdas. Talvez isso seja fruto do mal da nossa sociedade, que trabalha apenas com números, com valores, com isso surge a ideia totalmente repugnante de pagar a morte de peixes, por exemplo, com alguns bilhões de reais. 

É por isso que se faz necessário entendermos a quem interessa afirmar que Belo Monte é uma evolução necessária e o que está por trás disso. No projeto não há menções, mas é preciso esclarecer que a maior energização estará nos lucros das grandes empresas envolvidas na construção da usina – Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht, Vale, Votorantim, GDF Suez e Alcoa – as quais pretendem aumentar a tarifa a ser cobrada pela energia produzida, o que fará com que a produção já nasça excludente e comprometida com quem tem dinheiro para comprá-la. Além disso, sabe-se que O BNDES e Fun­dos de Pen­são esta­tais pre­ten­dem injetar cré­di­tos e inves­ti­men­tos e dessa forma temos a horripilante notícia de que é a própria população a financiadora de um crime contra seu patrimônio cultural e ambiental. 

Por falar em crime, há outras atrocidades sendo cometidas contra os trabalhadores da construção da usina. 80 funcionários foram demitidos após uma manifestação que contestava a cumprimento dos acordos de uma última paralisação. Entre outras garantias previstas no acordo constava que haveria três meses de estabilidade para os trabalhadores, que o salário fosse adiantado para o dia 20 e que a Baixada – tempo de volta do trabalhador à sua casa – fosse diminuído de 6 para 3 meses, como acontece em toda obra. O fato é que nada foi cumprido e como se não bastasse os patrões de Belo Monte trataram o direito trabalhista como caso de polícia. A PM foi truculenta, apontava armas para os caros colegas manifestantes que foram “humilhados que nem bandido, que nem vagabundo” como disse um dos funcionários demitido e reprimido por lutar por uma condição de trabalho mais digna. 

Infelizmente, há ainda muito a se dizer. Pareceres do IBAMA com aprovação só na diretoria; audiências públicas que foram executadas sem a presença de um indígena sequer; redução na produção de energia em alguns períodos devido às irregularidades na vazão do rio; moradores de Altamira que são despejados pela própria especulação imobiliária uma vez que chegam pessoas de todo canto com ofertas insuperáveis; construção de novos barracos em um novo terreno ocupado por 178 famílias de bairros pobres com medo de que suas casas sejam alagadas; além da existência de uma ação civil pública que denuncia que o Governo Federal tem infringido a Convenção 169 da OIT, a qual prevê Oitivas (consulta à opinião do povo indígena). Mas para não delongar mais ainda, reflito sobre os atos pelo Brasil no dia 17/12. Aquele sábado, que poderia ser mais um, significou a união dos defensores do patrimônio cultural e ambiental em todo o país. Indo às ruas, as pessoas disseram o seu Não!

 Já disse o compositor que “todo dia era dia de índio”, resta dançar conforme a música – um clichê não faz tanto mal assim. Só que para dançar é preciso se mexer, se desinerciar – neologismo também não faz mal, faz? É hora de nos armarmos de nossos gritos e ampliar a discussão, fazer do dia 17 uma rotina e não mais um 19 de abril solitário. É hora de pintarmo-nos com a pureza daquela criança que se pintou na escola, mas sempre com a força de um índio, guerreiro! A luta contra Belo Monte começa nas ruas, com todos nós lá no meio. 

Alunos da Unama questionam aumento de mensalidade

Cerca de 15 estudantes do Diretório Central de Estudantes da Universidade da Amazônia (DCE/Unama) se reúnem, na manhã de sexta (16), em frente à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) para manifestar contra o aumento da mensalidade cobrada pela Universidade.
De acordo com a estudante do 4º semestre do curso de Direito, Emanuele Nery, o aumento no valor da mensalidade foi questionado junto à gestão de ensino, que se recusa a discutir sobre o assunto. "A universidade não fala sobre esse assunto quando questionamos. Essa bandeira, o DCE levanta há vários anos", diz a estudante.
Ainda segundo Emanuele, o reajuste é cobrado dos alunos veteranos, enquanto que os novos universitários pagam um valor mais baixo e isso acontece para vários cursos, além do de Direito.
Após um ato lúdico que deve acontecer em frente à Alepa, os estudantes seguirão para o Ministério Público, onde devem entrar com uma ação contra o aumento nas mensalidades.
O DOL  entrou em contato com a assessoria de imprensa da Universidade e aguarda um posicionamento da instituição.

Entrevista: Nova gestão no DCE UNAMA

“É preciso começar o ano de 2012 com uma grande campanha contra o aumento das mensalidades”

Manu Nery, tem 19 anos, é estudante de direito do 3º semestre e faz parte da nova gestão eleita do Diretório Central dos Estudantes (DCE) para o ano de 2012. Num processo eleitoral em que sua chapa, Unidos Pra Lutar, venceu com 85% dos votos válidos, a estudante justifica os números do processo eleitoral pelo programa apresentado pela chapa. “São 5 anos consecutivos em que o setor que questiona o aumento das mensalidades vence as eleições do DCE, isso ocorre porque de fato os estudantes não estão contentes com as altas mensalidades e o pouco investimento da universidade na qualidade dos cursos”, argumenta.

Como você avalia a última eleição do DCE?  Qual o recado dos estudantes com o resultado do pleito?
Acredito, que a exemplo dos últimos anos, triunfou a indignação dos estudantes com os problemas da universidade. São 5 anos consecutivos em que o setor que questiona o aumento das mensalidades vence as eleições do DCE. Isso ocorre porque de fato os estudantes não estão contentes com as altas mensalidades e o pouco investimento da universidade na qualidade dos cursos. É mais dinheiro entrando nas despesas de custo do gabinete da reitoria do que na renovação do acervo bibliográfico. O roubo de um carro dentro do campus Senador Lemos, que é o campus onde estudo, é um exemplo do absurdo da situação aonde chegamos. Só depois que a última gestão do DCE realizou uma audiência pública no campus é que foi garantida a implantação de um posto policial próximo ao estacionamento. Por isso os estudantes optaram por seguir tendo o DCE como uma entidade que siga questionando os problemas da universidade, centralmente a questão do aumento das mensalidades e da qualidade do ensino.

E qual a saída para conseguir barrar os aumentos das mensalidades? É realmente possível fazer isso?
Recentemente os estudantes obtiveram uma primeira vitória sobre esse tema. Depois de anos realizando mobilizações na universidade e procurando espaços de defesa do consumidor, como PROCON e a via judicial, como o Ministério Público, as mensalidades para os ingressantes de cursos como serviço social, fonoaudiologia e arquitetura serão menores do que os valores atuais. Isso não acontece por acaso. A própria reitoria está chegando à conclusão de que para diminuir a evasão é preciso reduzir a mensalidade. Mas para que isso ocorra é preciso começar o ano de 2012 com uma grande campanha contra o aumento das mensalidades na universidade. Acreditamos que a redução deve ocorrer para todos os estudantes.

Quais as perspectivas da nova gestão do DCE? Como pretendem começar suas atividades em 2012?
Esse mês faremos um planejamento da gestão. Começaremos o ano com uma boa calourada, nosso objetivo vai ser envolver os estudantes em palestras e atividades que faça com que reflitamos sobre o que é de fato estar numa universidade. Que não pode ser apenas um espaço pra assistir aula, mas para produzir conhecimento, para se organizar e ser um crítico da realidade para transformá-la. O movimento estudantil deve cumprir esse papel de nos ajudar a perceber que os problemas existentes na universidade e na sociedade podem ser resolvidos se nos organizamos. Por isso queremos também realizar um amplo processo de refundação dos centros acadêmicos, pois com os CA’s funcionando os estudantes estarão mais próximos do DCE no dia a dia de seus cursos.

Pra finalizar, você falou que organizados podemos transformar a realidade e esse ano a juventude realizou várias mobilizações no Brasil e em outros países do mundo, como no Chile e na Inglaterra onde se questionou o caráter mercantil da educação. Como tens visto essas experiências?
Bem, é muito importante olharmos a realidade que nos cerca. Na Inglaterra e no Chile todas as universidades são privadas e o que fez os jovens nesses países se levantarem foi justamente o fato de não conseguirem mais pagar para ter acesso a educação. Também acredito que a educação não é uma mercadoria, mas um direito garantido pela constituição. Infelizmente assim, como muitas coisas em nosso país esse conteúdo da constituição não é levado a sério pelos nossos governantes. O governo federal não tem nenhum mecanismo de controle das universidades particulares e por isso no ensino pago se abrem instituições de ensino superior sem nenhuma garantia de qualidade e com mensalidades exorbitantes. No estado do Pará quase metade da população vive com menos de um salário mínimo e mesmo assim existe um reajuste das mensalidades que pode variar de 6 a 9 % esse ano. Acho que o sentimento de indignação que expressou a juventude nos países árabes, na Europa e até nos EUA com o Ocuppy Wall Street e até com ocupação na universidade de Havard, tem haver centralmente com o problema econômico. Esse é o mesmo problema que também nos toca sobre o problema do ensino no nosso país e também em nossa universidade. Pouco investimento e um alto custo para ter acesso a educação. Por isso nos inspiramos nesses movimentos para que eles sirvam como referência para nossa luta na UNAMA por uma educação de qualidade.

sábado, 10 de setembro de 2011

A Amazônia e o Xingu na XV Feira Pan-Amazônica do Livro

O Instituto Amazônia Solidária e Sustentável (IAMAS) convida os povos da Amazônia, do Brasil, do Mundo, a debater: a Amazônia. O atual modelo de desenvolvimento implementado nesta região, seus conflitos sociais, econômicos, culturais, políticos e ambientais. Para ajudar nesta reflexão propõe-se como referência de caso o polêmico projeto da Usina Hidrelétrica (UHE) de Belo Monte, no rio Xingu.
Esta viagem a realidade amazônica, seus problemas, suas perspectivas, ocorrerá no dia 10 de setembro de 2011 (sábado), das 16 às 18h, na sala 01, durante a XV Feira Pan-Amazônica do Livro, em Belém/Pará/Brasil.


SERVIÇO:
DEBATE: Desenvolvimento na Amazônia: dilemas e perspectivas. Um olhar sobre o modelo implementado na região e o polêmico projeto de Belo Monte
LOCAL: XV Feira Pan-Amazônica do Livro – Sala 01 (100 lugares)
DIA: 10 de Setembro de 2011
HORA: 16h (pontualmente)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Grito dos Excluídos: "Grito dos Indignados em defesa da Amazônia". Dia 7 de Setembro.

O "Grito dos Excluídos", tradicional movimento social realizado no dia do feriado da Independência do Brasil, comemorado em 7 de setembro, deu lugar no dia de hoje, em Belém, às vozes da florestas.
Cerca de mil lideranças ambientalistas, estudantis, sindicais e vegetarianos sob o comando do Movimento Xingu Vivo (Comitê Metropolitano) foram às ruas do centro da cidade para protestar contra a construção de barragens na Amazônia, em especial da hidrelétrica de Belo Monte (no Rio Xingu), em Altamira (848 km de Belém).

A defesa da Amazônia, a solidariedade aos trabalhadores da Construção Civil, em greve desde o dia 05, a denúncia da impunidade aos patrocinadores dos crimes no campo, a corrupção que enfesta todas as esferas de governos. De Duciomar à Dilma, passando por Jatene foram à tônica das palavras de ordem que durante o percurso, foram ouvidas pela população que acompanhava o desfile militar.
- "Oh, oh, oh, lá vai dinheiro! Belo Monte é obra da Dilma pros empreiteiros!!!", cantavam os ativistas em macha.
- Este é um ato em defesa da Amazônia, dos seus rios, contra as barragens e à construção da hidrelétrica de Belo Monte. Portanto, defendemos a vida, a presenvação da natureza, dos povos que habitam nossa região, a fauna e a flora como patrimônio dos povos que vivem nas nossas florestas, disse Dion Carvalho, do Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre.
Na altura da avenida Oswaldo Cruz, uma barreira do batalhão de choque da Polícia Militar bloqueou o acesso da coluna.

Cantando: "Para Belo Monte se firmar! Quantos índios vão matar? Mas se o povo se unir, Belo Monte vai cair! Vai cair, vai cair, Belo Monte vai cair!", a marcha seguiu a caminhada.

A alternativa foi seguir pela Avenida Assis de Vasconcelos, "subir" a Avenida Serzedelo Correa e "entrar" pela Presidente Vargas, sentido Praça Pedro Teixeira, assim foi feito. Só que os ativistas, marcharam de costas, em protesto às tentativas da PM de impedir a caminhada que encerrou com uma mística [performance teatral] em defesa da Amazônia, em frente ao tratro Waldemar Herinque.


Fonte: http://marinorbrito.blogspot.com/2011/09/grito-em-defesa-da-amazonia-protesta.html?spref=fb
FOTOS
Coletivo Vamos à Luta!
Juventude Indignada





quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ato público nessa sexta (02/09) contra o caos na saúde no Pará

Ato público nessa sexta (02/09) contra o caos na saúde no Pará
18h na Praça do Operário em São Brás. Vamos à Luta!

Belém: JATENE É CULPADO PELO DESMONTE DA SANTA CASA!



Nota do Vamos à Luta, Unidos Pra Lutar, SINTSEP-PA, SINTRAM, DCE UNAMA e Grêmio UG sobre as mortes das crianças na Santa Casa em Belém-PA. Clique no boletim para ler a nota.

Paralisação dos estudantes de Educação Física da UEPA


Nessa quinta-feira, 25/08, os estudantes do curso de educação física da Universidade do Estado do Pará. UEPA, realizaram um dia de paralisação no campus. A pauta de reivindicação é o questionamento sobre a paralisação das obras, a falta de professores no curso e a falta de um Restaurante Universitário na escola Superior de Educação Física. Na próxima segunda feira está marcada uma reunião entre representantes da coordenação do curso, da reitoria com os estudantes para tratar do assunto. De acordo com Marcelo Reis, do Centro Acadêmico de Educação Física (CACEF) se não houver o atendimento das pautas dos estudantes, a mobilização continuará.

 

 

Boletim do Vamos à Luta - Agosto de 2011


Manifestantes fazem caminhada contra usina de Belo Monte


20/08/2011 13h58 - Atualizado em 20/08/2011 15h27

Este sábado é o Dia Internacional de Ação em Defesa da Amazônia.

ATO ACONTECE EM VÁRIAS CIDADES E ESTADOS NO BRASIL.

Do G1, com informações da Agência Estado
Manifestantes do Movimento Xingu Vivo para Sempre, coletivo de organizações sociais de ambientalistas da região de Altamira, e do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas realizam caminhada pelas ruas da cidade de Belém (PA), contra Belo Monte e o novo código Florestal, neste sábado (20), Dia Internacional de Ação em Defesa da Amazônia. (Foto: Agência Estado)
Manifestantes do Movimento Xingu Vivo para Sempre, coletivo de organizações sociais de ambientalistas da região de Altamira, e do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas realizam caminhada pelas ruas da cidade de Belém (PA), contra Belo Monte e o novo código Florestal, neste sábado (20), Dia Internacional de Ação em Defesa da Amazônia. (Foto: Agência Estado)
Ato acontece em várias cidades e estados no Brasil e no mundo (Foto: Agência Estado) 
Ato acontece em várias cidades e estados no Brasil e no mundo (Foto: Agência Estado)


Em São Paulo, centenas de pessoas se reuníram no vão do MASP, na Avenida Paulista, para dar início a uma passeata em direção ao edifício do Ibama. A responsável pela comunicação do grupo Xingu Vivo, um dos que se uniram na manifestação, disse ter se espantado com o número de participantes. 'O ato de hoje tem uma característica especial, não tem uma coordenação central. Foram vários grupos que se mobilizaram espontaneamente, e isso mostra que a população começou a discutir a situação do Xingu', afirma. Ela lembra que já são 13 ações civis públicas movidas contra a construção de Belo Monte (Foto: Fábio Tito/G1)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Plenária - Coletivo Vamos à Luta PA



Neste sábado (06/08) tem plenária do Coletivo @VamosaLutaPA, às 16h, no DCE-Unama (Alcindo Cacela). Todos LÁ.

O servidor parou!





Intervenção da FASUBRA no 52° CONUNE

Vamos à Luta no ato contra Belo Monte em Belém




"Governo Dilma, mas que vergonha
Constrói Belo Monte e destrói a Amazônia"


Vamos à Luta leva os servidores em greve no Conune


Ô, o servidor parou
O servidor parou
O servidor parou

Vamos à luta atuante no Congresso da UNE‏

Agência Brasil


O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva compareceu ao 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) para “matar a saudade”, como disse aos estudantes reunidos em Goiânia. Lula admitiu que “não via a hora de falar no microfone”, e exclamou: “Há quanto tempo não faço um discursinho”.

Lula reapareceu com seu estilo, alfinetou a oposição e “as elites”, enumerou as conquistas de seu mandato, em especial, na área de educação.

O ex-presidente disse que a imprensa tenta criar animosidade entre ele e Dilma Rousseff ao ressaltar diferenças de estilo de governar. “Não precisa ser especialista para saber que somos diferentes”. Segundo Lula, “o dia em que tiver divergências [com a presidenta], ela vai estar com a razão”.

Lula também criticou parte da imprensa que disse que a UNE promoveu um encontro “chapa-branca”, sob o patrocínio de estatais como a Petrobras, Eletrobras, Caixa Econômica Federal, além dos ministérios do Transporte, Turismo, Saúde, Esporte e Educação. A representação estudantil também teve apoio da Prefeitura de Goiânia, do governo de Goiás e da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

“Na TV tem propaganda de quem?”, perguntou Lula à platéia. “Para eles é democrático, para vocês é chapa branca”, e acrescentou “alguns jornais se acham nacionais, mas os grandes [veículos] de São Paulo não chegam ao ABC”. Segundo Lula, a população sabe que não precisa mais de “intermediários” para ter acesso à informação.

O presidente da UNE, Augusto Chagas, afirmou aos jornalistas que apesar da presença de Lula, do ministro da Educação, Fernando Haddad, e dos cerca de R$ 3 milhões recebidos do governo, “ainda não contabilizados” para fazer o congresso, a entidade mantém a autonomia em relação ao governo. Amanhã a UNE fará uma passeata pedindo que os royalties da exploração do petróleo na camada do pré-sal sejam investidos em educação e atinjam 10% do Produto Interno Bruto (PIB). O governo trabalha com a projeção de 7%.

Em discurso, Haddad defendeu a UNE. “Algumas pessoas acham que é possível comprar consciência com alguns trocados. Estudantes não se vendem por dinheiro nenhum”, elogiou, antes de dizer que tinha “autoridade para participar de cabeça erguida” do congresso porque o governo manteve um canal aberto com os estudantes para conhecer suas reivindicações. Para o ministro quem não se comove com a ascensão de famílias de origem pobre que agora têm filhos na universidade, “tem que ser diretor do Banco Central”.

Apesar de Lula e Haddad serem efusivamente recebidos no congresso pela maioria dos estudantes em Goiânia, houve quem protestasse contra o ex-presidente e contra o atual governo.

Para a estudante de história da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Priscila Guedes, da corrente política Coletivo Vamos à Luta, ligado ao P-SOL, o evento da UNE “serviu para fazer palco para o governo” e nada foi falado sobre o contingenciamento de verbas para a educação, na greve dos servidores das universidades federais, nas universidades públicas novas que não têm bandejão e da falta de sala de aula.